Democracia e Redes Sociais: se complementam?

Todos sabemos que a Constituição Federal de 1988 trouxe ao cidadão brasileiro um sistema político oposto a ditadura, a democracia. De fato, a população estava necessitando de participação no cenário público, marcado por um regime autoritarista, em que a informação não poderia ser propagada e as pessoas e profissionais se mantinham temerosas. A democracia trouxe consigo a participação direta e indireta da sociedade, de modo que aquela foi ganhando espaço para opinar sobre os recursos públicos. Com isso, as legislações brasileiras também foram sendo ampliadas e adequadas às necessidades da população, no sentido de garantir que esta participação social fosse efetiva.

Dessa forma, a propagação da informação foi se acentuando, sobretudo pelo auxílio e avanço da tecnologia. Com estes, as redes sociais também se expandiram, invadiram as nossas vidas e fazem com que a informação se espalhe numa velocidade cada vez maior.

Porém, há uma inquietação: essas informações são realmente reais e de qualidade?

Em muitos casos, o processo de democracia acaba sendo sinônimo apenas de oferecer as pessoas o direito de liberdade de expressão. Então, ao mesmo tempo que a expansão da tecnologia, demasiadamente as redes sociais, pôde contribuir para a difusão da democracia, acabou por gerar (in)compatibilidade do exercício da democracia.

Isso porque, muitas vezes as informações que são disseminadas nas redes sociais, são reproduzidas e espalhadas pelos “aparentes cientistas políticos” que querem que suas opiniões sejam, muitas vezes, tidas como verdades absolutas, distorcendo, por vezes, a realidade.

Em anos eleitorais, por exemplo, as discussões são acentuadas sobre a conjuntura política, gerando discussões on-line entre os usuários das redes sociais, de modo que aquele conflito se insere no meio virtual, não ajudando a melhorar a situação do governo brasileiro, tão pouco no consenso da melhor escolha a ser votada.

Somado a isto, há também a disseminação (por diversos atores) de informações nitidamente falsas, deturpando cenários políticos, econômicos e sociais, o que pode influenciar decisivamente o resultado eleitoral. E isso não é apenas um problema brasileiro. É só lembrarmos dos episódios da última eleição presidencial norte americana, que Donald Trump ainda responde por insuflar os eleitores estadunidenses.

Todavia, a qualidade da informação, aspecto tão discutido e desejado pelos teóricos e praticantes da ciência contábil, seja no aspecto privado ou público, acaba por  enfrentar também os desafios comportamentais provocados pelos avanços tecnológicos nas redes sociais.

Assim, ao mesmo tempo que democracia e tecnologia desenvolvem o processo de expansão de informação e até ajudam no processo democrático, temos que tomar cuidado (bastante) com a (falta) qualidade das informações veiculadas, pois elas influenciam a população a atuarem de maneira (não) efetiva no processo democrático.

Dessa forma, é recomendável tenhamos cautela e busquemos confirmar as informações que compartilhamos, sobretudo em websites oficiais, nos portais da transparência e/ou em veículos responsáveis pela condução de informações de qualidade, como é a proposta deste blog.

Essas atitudes ajudam no efetivo exercício da democracia!

Por isso, registramos aqui este apelo: compartilhe informações de qualidade!

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