Big Data e Gestão Pública

Fato, mesmo que você não saiba, estamos na era da Big Data, onde há cada um ano e meio geramos a mesma quantidade de dados já criados pela a humanidade em todos os tempos. São dados estruturados ou não, coletados das mais variadas fontes, e que podem ser utilizados para análises de tendências, planejamento, controle e outras demandas.

Nesse contexto, dois conceitos são muito importantes, inclusive no espectro da GESTÃO PÚBLICA: o Open Data e a Big Data Analytics.

O Open Data (ou Dados Abertos), segundo a Open Knowledge Foundation (instituição que visa promover o conhecimento livre nos diversos campos da sociedade), são aqueles que podem ser livremente utilizados, reutilizados e redistribuídos, estando sujeitos a no máximo a créditos de autoria. As três leis, os oito princípios e cinco motivos dos dados abertos podem ser conferidos nesse link.

No âmbito da administração pública brasileira, a Lei Federal nº 12.527/2011 (conhecida como LAI – Lei de Acesso à Informação), que regulamenta o direito do acesso à informação pública, está amplamente vinculada ao espectro da Open Data. Além do site do LAI, onde é possível solicitar informações de diversões órgãos governamentais, existe também o Portal Brasileiro de Dados Abertos, uma ferramenta que tem como objetivo facilitar o acesso dos dados já disponíveis.

dados abertos

Já a Big Data Analytics é o trabalho de análise dessa grande quantidade de dados gerados. É realizado por softwares (robôs) capazes de transformar esse de apanhado de dados em informações úteis. Duas ações bem interessantes com foco no combate à corrupção, uma ligada ao TCU e outra da sociedade civil, ajudam a dimensionar a importância da análise dos dados disponíveis.

Através do Labcontas (Laboratório de Informações de Controle), o TCU trabalha com três robôs, Alice, Sofia e Monica (acrônimos de suas funções), com foco em fraudes e irregularidades em licitações. Alice, a partir da leitura de editais e atas de registro de preços, aponta para os auditores possíveis indícios de desvios. São mais de 200 editais por dia, todos criteriosamente verificados. Sofia analisa os relatórios dos auditores, apontando erros, sugerindo correlações e indicando fontes de referência. Já Mônica é um painel que evidencia todas as compras públicas, inclusive as diretas (inexigibilidade, por exemplo).

Por outro lado, a Operação Serenata de Amor tem como foco, em seu atual estágio, a verificação a Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), de deputados federais e senadores. A Rosie é a robô responsável pela análise desses gastos, já o Jarbas é o site que divulga essas informações. Até a data de publicação desta postagem, a Rosie conseguiu detectar 8.276 reembolsos suspeitos,  o que corresponde a um montante de R$ 3,6 milhões. Alguns outros números já verificados pela operação podem ser verificadas no infográfico a seguir:

infografico

A expectativa agora é que mais projetos dessa natureza possam ser implantados. Que além de auxiliar no indispensável trabalho de combate à corrupção, a análise de dados possa ser incorporada ao processo de tomada de decisão do gestor público. Difícil? Certamente. Mas que parece ser um caminho sem volta…

 

Fontes complementares:

https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/como-as-robos-alice-sofia-e-monica-ajudam-o-tcu-a-cacar-irregularidades-em-licitacoes.ghtml

http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-06/campus-party-entenda-operacao-serenata-de-amor

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