Reflexão: A gestão pública está sendo infantilizada?

Em artigo publicado no início de 2018, o Ministro do TCU Bruno Dantas faz uma interessante reflexão sobre o risco de ‘infantilizar’ a gestão pública, tendo em vista a hipertrofia do controle sobre a administração.

Como profissional que já esteve dos dois lados (da gestão propriamente dita e do controle interno), vejo muito claramente o quanto é importante buscar o equilíbrio nesse aspecto. Óbvio que o combate à corrupção e a busca pela eficiência devem ser incansáveis, mas isso não deveria limitar o surgimento de alternativas de gestão inovadoras e criativas.

E aí, como encontrar o equilíbrio? Esse parece ser o desafio.

Destaco alguns trechos do artigo:

O TCU tem se esmerado em realizar auditorias operacionais que identificam fragilidades, riscos e oportunidades de aperfeiçoamento na gestão governamental. Justamente por navegar nos mares da eficiência, e não no controle estrito da legalidade, é preciso resistir à tentação de substituir o gestor público nas escolhas que cabem ao Poder Executivo, e é essa a autocontenção que defendo.

A hipertrofia do controle gera a infantilização da gestão pública. Agências reguladoras e gestores públicos em geral têm evitado tomar decisões inovadoras por receio de terem atos questionados. Ou pior: deixam de decidir questões simples à espera de aval prévio do TCU. Para remediar isso, é preciso introduzir uma dose de consequencialismo.

Link para o artigo completo:

https://oglobo.globo.com/opiniao/o-risco-de-infantilizar-gestao-publica-22258401

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