e-participação: Como internet dá novo significado à participação popular?

Em alguns dos posts do Panorama Público temos discutido questões como Accountability, Transparência, Corrupção, Lei de Acesso à Informação e Participação da Sociedade na gestão pública. Estamos acompanhando diversos processos de mudança das relações sociais e constantemente me questiono sobre o quanto e como a sociedade/cidadãos participam da ‘res-publica’ (inclusive este que vos escreve fazendo uma autocrítica).

Em minhas pesquisas, quando da discussão sobre participação social, pouco tenho visto a sociedade participar efetivamente (in loco) de questões que, ao final, afetarão as vidas de muitas pessoas. O grau de organização da sociedade civil no país ainda é considerado muito baixo (http://portal.convenios.gov.br/images/docs/CGCAT/manuais/publicacao-IPEA-perfil-osc-Brasil.pdf). Quem já participou ao menos de uma audiência pública para discutir sobre o orçamento público? Levanta a mão!

Com o advento da internet e das redes sociais, cada vez mais vemos que as pessoas as utilizam para exprimir suas opiniões (algumas que podem até levar a debates calorosos) nesses meios de comunicação. A internet acabou conferindo um novo significado à participação popular.

Diversos movimentos hoje são orquestrados com o uso desses meios virtuais de interação. O que chama a atenção é a capacidade da internet de juntar indivíduos com objetivos (ou indignações) comuns, que experimentam uma forma diferente de se comunicar, muito mais aberta e ágil.

Na literatura essa interação ganha diversas denominações: ciberativismo; e-participação; e-democracia, dentre outros. Esse tipo de atuação não é uma novidade e no mundo existem diversos exemplos. Alguns países em meio a protestos contra o desemprego e corrupção por exemplo, as redes sociais foram uma forma de expressão dos manifestantes. Tumultos, vídeos, fotos e depoimentos eram postados em sites como do Twitter, Instagram e Facebook.

Aqui no Brasil, iniciativas como o e-democracia da Câmara Federal (https://edemocracia.camara.leg.br) abre um espaço para participação popular na análise de diversos debates legislativos, mas que  ainda parece carecer de interação. Uma discussão interessante, e que eu recomendo assistir, é a apresentada pela cientista política e ativista na Argentina, Pia Mancini que buscou através de sua plataforma de celular, inserir os cidadãos no processo legislativo daquele país. (https://www.ted.com/talks/pia_mancini_how_to_upgrade_democracy_for_the_internet_era?language=pt-br).

Nos últimos anos, as novas formas de conexão em rede têm aumentado a capacidade de organização de mobilizações, e até manifestações. Refletindo sobre a apresentação da Pia Mancini é possível imaginar como poderá ser a configuração da construção de uma nova democracia do século XXI, mais participativa, mesmo que virtualmente.

E você? O que acha desse novo processo? Compartilhe conosco suas ideias.

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