Para onde caminha a Educação Brasileira?

Confesso que ando meio desnorteado com a falta de gestão em que vive o Ministério de Educação (MEC), não me lembro de ter visto algo parecido, ou será que estou exagerando?

Todos os dias somos bombardeados com novas notícias sobre o MEC e todos servem para desconstruir o conceito de como se deve funcionar a gestão pública.

Começou com a polêmica da mensagem enviada as escolas, não me refiro à sugestão de cantar o hino nacional, nem tão pouco sobre a filmagem dos alunos (a existência de lei proibindo pode ter passado despercebida), mas sim sobre o slogan de campanha política que deveria ser proferida aos alunos. O que teria passado pela cabeça do ministro numa hora dessas? Será que ele nunca ouviu falar sobre o princípio da moralidade e impessoalidade? Ou só confiou na impunidade?

Mas ainda tem coisa muito mais grave, como a dança das cadeiras que tem ocorrido com muita frequência em apenas três meses de gestão, só o cargo de secretário executivo já é o quarto nome que está assumindo o cargo (aqui).  Exonerações e mudanças já atingiram 20 cargos, isso mesmo, 20 cargos em menos de três meses, ocasionando já um prejuízo de 171 mil só com o pagamento de auxílio para mudanças de exonerados (aqui). Fora um prejuízo difícil de ser mensurado por conta da descontinuidade das atividades, o que afeta a capacidade de gestão do órgão. Imagine você chegar para trabalhar e todo dia você ter um chefe novo e/ou mudanças na equipe de trabalho, imaginou?  É assim que os servidores do MEC devem está se sentindo.

Alguém pode argumentar que apesar de não ser o melhor, estas mudanças devem ter sido necessárias para “aprumar” o rumo anteriormente estabelecido por um planejamento estratégico do Ministério. Pois bem, acredito que todos acompanharam a participação do Ministro Vélez no Congresso Nacional, onde a Deputada Federal Tabata Amaral expôs de forma muito evidente o despreparo dele em gerir a pasta mais importante do País (aqui). Aliás, o que é mesmo planejamento estratégico? E para gerir uma pasta precisa de conhecimento sobre a coisa gerida? E precisa ter planos? Eu estou igual ao Ministro, cheio de questionamentos sem nenhuma resposta.

E para completar, na sexta passada, o MEC ainda teve o maior corte orçamentário no governo, algo em torno de 6 bilhões para esse ano (aqui). E ainda tem a proposta de desvinculação do orçamento, que poderá por fim ao percentual mínimo aplicado na educação (aqui).

Então, para onde caminha a educação brasileira? Parece que a educação brasileira caminha vagando por ai, sem lenço, sem documento, sem planos, sem planejamento, sem dinheiro. Só nos resta esperança de dias melhores.

 

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/03/29/novo-secretario-executivo-do-mec-e-nomeado.ghtml

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/04/demissoes-no-mec-em-disputa-interna-ja-causaram-r-171-mil-de-desperdicio.shtml

 

https://congressoemfoco.uol.com.br/educacao/deputada-de-25-anos-tabata-amaral-enquadra-ministro-da-educacao-veja-o-video-que-viralizou/

https://exame.abril.com.br/economia/maior-corte-no-orcamento-atingiu-a-educacao-vice-presidencia-foi-poupada/

 

https://g1.globo.com/politica/blog/julia-duailibi/post/2019/03/11/desvinculacao-do-orcamento-deve-chegar-ao-senado-em-ate-4-semanas.ghtml

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